quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Triste fim de um dito partido de esquerda.

Neste fim de semana foi inaugurada em Contagem a nova UPA JK. O governo do PC do B de Carlin Moura fez uma grande festa para a abertura da tão esperada e necessária unidade de pronto atendimento. A população a muito esperava pelo inicio das atividades, na verdade desde o governo Marília Campos (PT). A inauguração do novo prédio da UPA é  uma obra necessária, para garantir o bom atendimento a população de Contagem, assim como outras, porém não da forma como está sendo inaugurada, com terceirização e precarização dos trabalhadores da saúde.
Está política que está sendo implementada não tem nada de esquerda, muito menos de defesa dos trabalhadores e da população pobre da cidade. Carlin Moura continua com sua política de terceirização e de entrega da gestão do município para a iniciativa privada. Algo que foi reafirmado pelo próprio secretário de saúde que disse que mais terceirização virá. Veremos com o tempo que a consequência será menos dinheiro para as políticas sociais e as empresas enriquecendo cada vez mais.
                É escandaloso! A nova unidade de pronto atendimento não terá nenhum trabalhador do quadro da prefeitura, todos serão contratados por uma empresa privada, que irá gerir o hospital, o que significa na prática a privatização da saúde pública. Como se não bastasse, os servidores municipais amargam 0% de reajuste, as condições de trabalho nas unidades de saúde são péssimas, falta remédio, leitos, instrumentos e mais servidores para atender de maneira decente a população da nossa cidade. Por isto dizemos que Contagem vive só de maquiagem.
                
Na educação não é diferente

A prefeitura inaugurou duas CEMEIS, que irá atender a educação infantil. Mas as condições das trabalhadoras são as piores possíveis, além de receberem menos que um professor para a mesma função. A política de formação foi também entregue a uma empresa terceirizada, o instituto cultiva por 650 mil reais, sem debater com os trabalhadores e seus representantes. O governo não tem cumprido com a promessa do plano de saúde e amargamos 0% de reajuste, e agora não se pagou o valor integral do mês de julho para os professores efetivos que dobram a jornada. É assim que o governo municipal que valorizar o trabalhador em educação?
                Diz o dito partido comunista, PC do B, que tem diálogo com os servidores, mas onde ele está ninguém sabe, ninguém viu. O que ocorre na realidade é justamente o contrário: desde maio a prefeitura se nega a fazer uma reunião de negociação com o SindUTE.
                Empresários gananciosos deitam e rolam! A portaria e a limpeza das escolas estão privatizadas desde o início do governo Carlin. Quando uma das empresas quebrou e deixou as trabalhadoras sem salário, a prefeitura tentou lavar as mãos. Mas com mobilização heroica aquelas mães de família receberam os salários. Agora seguem lutando para conseguirem dar baixa na carteira e receber os direitos que lhes são devidos. A nova empresa contratou parte das auxiliares de serviços gerais, mas 68 porteiras ainda não conseguiram seu emprego de volta (algo que foi prometido pelo Secretário de Educação). Quem paga o preço: as 68 desempregadas, que não tem como sustentar suas famílias e a comunidade escolar, uma vez que as escolas seguem sem ninguém para exercer esta função.
                Assim, o governo do PC do B de Carlin segue a cartilha de Marilia (PT), que terceirizou a merenda das escolas. Triste fim do PT e do PCdoB que se igualam ao PSDB e ao PMDB.
                E a democracia onde fica? Para o governo Carlin (PC do B) bem longe de Contagem!  Neste fim de semana o PC do B ameaçou todos aqueles que se manifestaram contra a política nefasta do governo Carlin, de destruição dos serviços públicos, ataque aos servidores, etc. Seus bate paus ameaçaram tomar bandeiras e faixas e ainda ameaçaram fisicamente vários servidores dizendo que com alguns resolveria depois na base da agressão.
Aí vai um recado para Carlin (PC do B), anote aí prefeito: em primeiro lugar, nós não vamos nos calar diante dos ataques de seu governo. E não vamos nos impressionar com gangs armadas para atacar servidores. Contra sua política de terceirização e seus métodos reacionários nós responderemos com a luta dos trabalhadores.
 Chamamos a população de Contagem a se unir em favor da construção de uma real alternativa de esquerda nas ruas, para combater tanto a direita representada pelo PSDB como o governo do PC do B e do PT

                Chega de PT, PC do B, PMDB e PSDB

sexta-feira, 19 de junho de 2015

PME: PT, PCdoB, PSDB e todos os vereadores de Contagem contra os direitos dos LGBTs e dos Educadores

por Gustavo Olimpio

A Câmara Municipal de Contagem, nesta quarta feira, dia 17 de junho, votou em primeiro turno o Plano Municipal de Educação. Este plano é baseado nas metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação aprovado pelo Congresso Nacional e que valem para os próximos dez anos. 
As galerias da Câmara estavam tomadas por representantes do movimento LGBT (MOOCAH  e CELLOS), movimento quilombola e de terreiros, SindUTE Contagem, ANEL, CSP Conlutas e outras entidades que defendiam a manutenção no plano da luta contra o machismo, o racismo e a homo/lesbo/transfobia, já que os setores mais  atrasados de nossa sociedade queriam retirar do plano justamente a meta 8 que trata da luta contra o preconceito. 
Os vereadores, mesmo com os gritos de “homofobia não”, apresentaram uma emenda retirando da meta 8 tudo que se relacionava a diversidade sexual, uma grande derrota na luta contra o preconceito.  
Esta derrota para a luta contra as opressões dentro das escolas só foi possível por que a emenda foi assinada por todos os 21 vereadores, inclusive da  bancada do PT e PCdoB e com aval do Prefeito Carlin Moura.  Pela manhã os vereadores receberam um manifesto do SindUTE Contagem que defendia que a luta contra a Homo/Lesbo/Transfobia, o Machismo e o Racismo deveriam ser parte integrante do plano. 
UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
O Plano Municipal de Educação é baseado no PNE (Plano Nacional de Educação) aprovado em 2014 pelo congresso nacional e sancionado sem vetos pelo governo Dilma. Sua essência consiste no avanço da privatização da educação, institucionalizando as parcerias público privadas, aumentando a participação privada na produção de material didático e nos pacotes educacionais oferecidos às escolas, estabelecendo a meritocracia, além de formalizar a concessão de bolsas em instituições privadas no ensino superior e profissionalizante. Não garante o investimento de 10% do PIB já para a educação pública e sim 7% para daqui a dez anos e muito menos a valorização dos trabalhadores em educação. 


O plano municipal foi construído a toque de caixa pelo governo do PCdoB, houve pouco debate com a sociedade e com o movimento organizado. O Fórum Municipal e a Conferência não comtemplaram as diversas reivindicações dos trabalhadores em educação como a valorização profissional, a ampliação de 30% da receita total da prefeitura para a educação e a luta pela melhoria das escolas públicas de Contagem. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Movimento Popular fecha BR 040 no Dia Nacional de Luta por Moradia

"Não haverá trégua para os governos, sejam eles do PT, PSDB, PCdoB (como a Prefeitura de Contagem) ou qualquer outro partido”. Era esse o tom do protesto das ocupações que parou a BR 040 por quatro horas no município de Contagem. A manifestação fazia parte do Dia Nacional de Luta por Moradia, que ocorreu em todo o país, e deu o recado dos movimentos sociais para o governo Dilma Roussef. A manifestação exigia a resolução dos problemas dos sem-teto de Minas Gerais, que vivem em ocupações irregulares, e ainda não tiveram seus problemas resolvidos pelo governador Fernando 
Pimentel.





A manifestação foi organizada pelos moradores da Ocupação William Rosa e Guarani Kaiowá e contou com a presença de militantes da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), do PSTU e outras organizações de esquerda e dos movimentos sociais. A luta por moradia era o tema principal, mas os manifestantes queriam também mais investimentos na saúde e na educação, solução para o caos do transporte público municipal e inter-municipal, fim do tarifaço e revogação das MPs 664 e 665 (que Dilma sancionou e flexibiliza direitos trabalhistas).

O candidato a Senador pela Frente de Esquerda nas últimas eleições, Geraldo Batata, explicou a participação do PSTU no fechamento da BR - “Esse é o momento de impulsionar as lutas populares e derrotar os ataques tanto do PT, quanto dos partidos de direita. Nós queremos construir uma alternativa dos trabalhadores agora que a população começa a questionar o governo Dilma. Mas essa alternativa não pode ser só parlamentar, só para as eleições. Ela deve vir das ruas, das lutas dos trabalhadores e do povo. Não há momento melhor que esse para mostrar que a esquerda não se resume ao PT e que podemos derrotar os ataques desse governo.” 

Em Belo Horizonte, ocorreram manifestações semelhantes em vários pontos da cidade. Também organizados pelo movimento popular de ocupações urbanas. A cidade ficou parada e foi uma grande demonstração de força do movimento social independente do governo.

Faixa feita pelos moradores da Ocupação William Rosa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Revolta contra falta de água

Manifestação popular bloqueia estrada em Mariana - MG

O PSTU Contagem vem publicizar e demonstrar solidariedade com o povo de Mariana, cidade histórica do interior de Minas Gerais, que está sofrendo com a falta d'água provocada pelo descaso das autoridades, e não por uma eventual falta de chuva, como quer nos convencer os governos e a grande imprensa. Vale lembrar que o município de Mariana é, além de uma região de turismo histórico, uma cidade mineradora, onde grandes empresas como a Vale e Samarco utilizam quantidades enormes de água para produzir minério de ferro para exportação. Valério Vieira, do PSTU Mariana, publicou uma explicação da situação:

"Hoje dia 03 de fevereiro de 2015 às 04:30 os moradores do bairro São Cristovão em Mariana MG, se revoltaram com a falta de água e paralisaram a estrada de acesso as Minas da Vale e Samarco na MG 129. O protesto foi pela situação de caos social que se encontra a cidade se expressando na falta de água e políticas públicas. A falta de atenção as verdadeiras necessidades dos trabalhadores e da população por parte dos governos e das empresas da região é gritante. Nós do PSTU nos solidarizamos com a luta dos moradores do bairro São Cristovão e defendemos que só a luta vai obrigar as grandes empresas e os governos a nos tratar com dignidade, queremos água de qualidade, saneamento básico, saúde, educação, transporte público e moradia que atenda os trabalhadores e a população em geral."

Registramos aqui a solidariedade do PSTU Contagem aos moradores de Mariana e do bairro São Cristóvão que, devido a incompetência e a ganância dos políticos e das mineradoras, são obrigados a ver seus direitos restringidos e mostram o único caminho que pode reverter essa situação de precariedade, a luta!

Um Debate Marxista Sobre o Syriza e o Podemos


Publico abaixo, com a devida autorização, o comentário do meu xaráHenrique Carneiro sobre o Syriza e o Podemos da Espanha, junto com minha resposta crítica. Aos interessados, peço que leiam até o final. Creio que, apesar do desacordo de conteúdo entre nós, a discussão começa a entrar em um terreno mais produtivo do que aquele dos primeiros momentos da vitória de Syriza, pois passa a tocar realmente a estratégia e a tática dos marxistas na Europa. Para não alterar em nada meu comentário, esclareço aqui que "CR" quer dizer "Corriente Roja", a seção da LIT na Espanha. Ao debate, então! *
HENRIQUE CARNEIRO**:
"Sobre a política em relação à Syriza e Podemos.
Durante décadas, Trotsky e os trotskistas buscaram estimular e participar de movimentos políticos que expressavam a resistência objetiva da classe trabalhadora.
Se defendia estar junto com o movimento político das massas quando encontravam um ponto de aglutinação contra os partidos da direita, ou seja, do grande capital, e seus governos.
Assim se defendeu até mesmo o entrismo, ou seja, se um movimento de massas não permitia a participação dos trotskistas, se entrava nele secretamente.
Moreno chegou a ter sua organização militando sob o peronismo!
Desde 1953, Palabra Obrera acatou a disciplina do peronismo, inclusive no voto em Frondizi em 1958.
No Brasil, desde o período formador do PT, em 1978/79, se discutia se a direção sindical emergente seria traidora ou não, se iria se adaptar, capitular, conciliar e ceder à burguesia ou se poderia manter-se independente.
Nesse momento, os lambertistas se fixaram em atacar sistematicamente a Lula e ao PT, como traidores pró-burgueses e pelegos.
Sensatamente, as demais correntes trotskistas defenderam e entraram no PT para desde dentro definir a sua evolução.
Ironicamente, a que foi mais sectária no começo, virou a mais adesista depois, a chamada Libelu "sonrisal", que se dissolveu e foi digestiva, que a fração de Favre conduziu ao vergonhoso papel de terem se tornado alguns dos escudeiros mais integrados da conversão da burocracia lulista em parceria orgânica com a burguesia. O consultor Palocci é o símbolo maior.
Dentro do PT, as coisas se definiram historicamente ao longo de uma década e meia.
Hoje, o Syriza na Grécia e o Podemos na Espanha, são fenômenos distintos, mas excepcionais no que representam uma retomada do referencial político da classe trabalhadora européia, numa esquerda situada no que se chama na Europa de "esquerda da esquerda".
É a primeira vez na história que esse tipo de formação política chega ao poder.
Não se trata da chegada ao poder de uma social-democracia. A diferença deles com os "socialistas" social-liberais, de Papandreou pai e filho, de Mitterrand/Hollande a Felipe González/Zapatero é muito clara no eleitorado destes países, com uma tradição muito mais politizada do que na América Latina. Da mesma forma, a ameaça fascista crescendo à direita e ameaçando ganhar na França tem um significado também muito claro, por mais que hoje tentem se camuflar.
A política sectária de fazer agitação de uma análise que caracteriza que as direções desses partidos vão trair inevitavelmente e buscar uma via de acomodação com a ditadura financeira da Troika é errada, em primeiro lugar, porque isso não está dado que aconteça, pois depende da própria disposição ou capacidade da Troika em ceder. Em segundo lugar, o que é pior, porque ter isso como eixo é afastar-se dos processos objetivos de reorganização política e continuar na marginalidade inexpressiva absoluta que, ao invés de alegrar-se, parece estar de luto porque surgiu uma nova alternativa política de massas de esquerda na Europa.
É preciso uma campanha internacional para apoiar a Grécia contra a Troika e para apoiar a vitória eleitoral de Podemos nas próximas eleições.
Todas as críticas a inúmeros aspectos, que vão das estruturas questionáveis de funcionamento interno ao programa, devem ser feitas, mas do ponto de vista fraterno de acompanhar a experiência junto ao imenso entusiasmo que esses novos fenômenos estão provocando."

HENRIQUE CANARY:
"Meu xará, Henrique Carneiro. Interessante sua análise. Eu acho, no entanto, que ela mistura duas questões distintas. Uma coisa é a tática de construção de uma pequena organização em um país onde existe um fenômeno do tipo Podemos ou Syriza. Neste caso, claro, é perfeitamente aceitável, do ponto de vista da tática, o ingressar nessa organização reformista ou burocrática e se construir por dentro dela. Como você bem lembra, Trotski o fez com os PS's, Moreno com o peronismo, a CS fez com o PT etc. No caso do Podemos, por exemplo, já não foi possível, como expliquei num post anterior (exigiram nossa dissolução completa). Mas em qualquer caso, o ingresso nessas organizações não se dava porque eram organizações progressivas. O PT, por exemplo, era uma expressão objetiva da luta da classe trabalhadora, uma organização classista e muito progressiva. Já os PS's dos anos 30 não eram. Eram organizações regressivas, reformistas até a medula. Trotski sempre o frizava. E mesmo assim ele aconselhou o entrismo pelo simples fato de que os PS's aglutinavam uma juventude rebelde aberta às ideias do socialismo e hostil ao stalinismo. (Veja que estou abrindo um leque ainda maior que o seu em termos de tática de construção! Estou dizendo que pode-se ingressar em organizações regressivas!) Então, ingressar ou não, claro, é tático. Você está certíssimo. O que não é tático é o que se diz para as pessoas. Deve-se dizer sempre a verdade. Eu não diria que a política da LIT é agitar a caracterização de uma futura traição do Syriza ou Podemos. Essa pode ser a sua impressão da política da LIT. Mas não é a política da LIT. Na Grécia a política da LIT foi chamar o voto no Syriza e denunciar o KKE por não fazê-lo. E isso desde 2012. Hoje nossa política na Grécia é chamar o Syriza a romper com a Troika e denunciar cada passo que se afasta dessa direção, ao mesmo tempo que chamamos os trabalhadores a confiar unicamente em sua própria mobilização. Essa política não deveria causar tanto espanto vinda de uma organização que luta há 60 anos para que a classe trabalhadora supere suas ilusões nas direções reformistas e tome em suas próprias mãos o leme de seu destino. Na Espanha, não posso prever se os companheiros chamarão ou não o voto em Podemos.
Como você sabe, a LIT não impõe políticas nacionais às suas seções. Se tivesse que especular, no entanto, especularia de que chamaremos o voto. Mas não sei isso com certeza. O que sei com certeza é que com o início da campanha eleitoral na Espanha, começou com força a discussão de programa. É o que CR está fazendo com Podemos: discutindo os méritos e os limites de seu programa. O que há de sectário nisso? O que CR deveria fazer? Aderir incondicionalmente e abrir mão de qualquer discussão de fundo justamente quando a realidade coloca essa discussão? Não nos parece razoável como política revolucionária. Algumas pessoas podem achar que CR está à margem de qualquer processo real na Espanha e que não conseguimos dialogar com ninguém porque não somos parte de Podemos. Eu entendo que as pessoas pensem isso. Mas essas pessoas estão mal informadas. A última edição de "Pagina Roja", jornal de CR, é totalmente dedicada à polêmica programática com Podemos. O que aconteceu? As pessoas rasgaram nossos jornais ao lerem nossas opiniões? Nos cuspiram na cara quando criticamos Podemos? Não. Na verdade, nós simplesmente vendemos o triplo de jornais habituais porque as pessoas queriam conhecer uma crítica pela esquerda à organização que elas confiam. E estão todos felizes em CR, com muitos amigos e gente para conversar. Poderíamos chamar isso de uma política de diálogo com a base de Podemos? Em minha opinião, sim. Se eu tivesse que definir a política da LIT em geral, diria que se resume em acompanhar a experiência das massas com essas organizações, mas fazer também, junto com isso, a diferenciação programática e denunciar suas vacilações. Continuamos trotskistas. Apenas isso."

*Henrique Carnary - Historiador e Militante do PSTU
** Henrique Carneiro- Intelectual, ex-militante do PSTU, ex-presidente da UPES (União dos Estudantes de São Paulo) a qual mantemos uma grande admiração, mesmo não estando em nossas fileiras, hoje, o consideramos como um militante revolucionário que tem uma vida de dedicação à causa da classe operaria inquestionável.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Chega de Conversa Fiada

Chega de Conversa Fiada
Em 2015 vamos nos unir em defesa dos nossos direitos

Artigo de Gustavo Olimpio sobre o Governo Carlin Moura



O ano de 2015 já começa com ataques a classe trabalhadora. A crise que no passado diziam ser uma marolinha e que o Brasil estaria preparando para enfrenta-lá, chega com força e gera demissões, redução de empregos, redução de recursos para a Educação e Saúde. O governo federal, por exemplo, cortou 7 bilhões de reais do orçamento da educação, que será sentido pelos educadores e pela população de todo o país.
Em Contagem, onde o Governo Carlin Moura completa 2 anos a frente da Prefeitura, percebemos que a cidade continua abandonada, mato cresce em toda esquina, as ruas estão cheias de buracos e as condições da saúde e educação estão cada vez mais precárias.


Carlin anuncia um grande programa de obras como a trincheira em frente ao Shopping Itaú, e um orçamento bilionário (1,6 bilhão) e queda Contagem vai muito bem obrigado. Isto é o que diz o Governo nos jornais. Mas a população sabe bem que isto é mais uma grande conversa fiada.


Na Educação estes dois anos foram de grandes ataques e retirada de direitos. Em 2014 foram 56 dias de Greve para se tentar debater uma proposta que melhorasse, mesmo que só um pouco, a situação dos educadores. O governo diz que está aberto ao diálogo, mas é conversa fiada, o que eles querem é impôr a vontade deles. No fim do ano passado isto ficou claro: os trabalhadores em educação recusaram a criação de dois projetos que criavam cargos de professores com 40 horas de trabalho (acima da jornada atual dos professores) e o governo, ao invés de negociar, impôs a votação na câmara, onde uma maioria de irresponsáveis vereadores governistas votam tudo o que a Prefeitura propõe. Enquanto isso, várias propostas que beneficiariam os educadores, como plano de saúde e a mudança na tabela do plano de carreira, continuam sendo empurradas com a barriga pelo governo.
Na Saúde o governo novamente anuncia a inauguração da Maternidade Municipal e do novo Pronto Socorro JK. Não custa relembrar que a ex-prefeita Marilia Campos (PT) falou que seriam inaugurados no último ano do seu mandato, o que não aconteceu. O PCdoB assumiu e todo início de ano diz que agora vai ser, mas nada! A população continua sofrendo nos corredores das unidades de saúde, onde se falta tudo. A situação é calamitante. Faltam remédios, muitos equipamentos estão quebrados e fora de funcionamento, bebedouros e banheiros sujos e enferrujados, filas que nunca terminam, etc.. E os trabalhadores da Saúde, que deveriam ser tratados como heróis por trabalhar nessas condições, são desrespeitados pelo Governo, onde ganham mal e fazem de tudo para tentar atender com dignidade à população. Uma tarefa impossível, visto que Carlin não lhes dá a mínima condição para uma saúde de qualidade.
Isto demonstra que o projeto desta prefeitura, chamada por muitos de comunista, não se difere das antigas administrações. É um governo dos ricos e daqueles que estão instalados no poder. Um governo que não tem a menor intenção de atender as reivindicações do povo pobre e dos trabalhadores da cidade. A tarefa principal de 2015 é conseguir unificar as forças do povo e da classe trabalhadora (sindicatos dos setores públicos e privados, movimento estudantil, sem-teto e de artistas, associações de bairro e os partidos de esquerda que se opõem a este governo)

para enfrentar juntos os ataques do governo Carlin em Contagem. Chega de Conversa Fiada!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Seguem as manifestações, o povo quer a redução das passagens!



Nesta última sexta-feira, dia 09, mais um ato foi realizado em Belo Horizonte e em várias outras capitais contra o aumento exorbitante das passagens. A manifestação que contou com cerca de mais de mil pessoas em BH foi mais uma demonstração de como a questão do transporte público tem afetado cotidianamente a vida da população. E os grandes aumentos anuais atingem principalmente os trabalhadores e estudantes que moram em regiões periféricas e necessitam pegar até mais 4 lotações por dia. O “reajuste da tarifa” faz com que as linhas metropolitanas possam chegar até o valor de 8,10. As ações realizadas pelos movimentos sociais contam também com o apoio dos trabalhadores do transporte que trabalham em péssimas condições, recebendo um salário de miséria. Essa aliança é muito importante visto que as empresas de ônibus tentam justamente colocar este setor em oposição a demanda de redução da tarifa através da falaciosa contraposição do aumento em detrimento do reajuste salarial.

Sem acesso ao direito de transporte público, gratuito e de qualidade a população também fica restrita a outros direitos como saúde, educação e lazer. Perdemos o direito de ir e vir. Um desempregado por exemplo que não consegue sequer sair de casa para procurar emprego continuará na mesma situação. Além disso, é importante relembrar que a luta por um transporte público, gratuito e de qualidade vai além do valor da tarifa. O transporte é um direito constitucional e deveria ser pago com os impostos arrecadados pelos governos. Mas a falta de prioridade a essa garantia e a responsabilidade com os grandes lucros das empresas faz com que mais esse direito seja vendido. As empresas por sua vez, para lucrarem mais não garantem a qualidade necessária. São ônibus lotados, baixa frota, como de madrugada. Situação que afeta principalmente as mulheres que precisam pegar os ônibus e são obrigadas a conviver com a falta de segurança no transporte e alto nível de assédios.

Esse aumento foi realizado com aval do antigo governo de Minas, Anastásia, e o nosso prefeito Lacerda numa grande sacada deram um presente de fim de ano às empresas. Isso só acontece porque esses governos estão totalmente aliciados às empresas que financiam suas campanhas, como às do transporte. Por isso, exigimos do governo Pimentel que revogue o aumento exorbitante e que cumpra com sua promessa de bilhete único na região metropolitana. É um absurdo que os governos vendam nosso direito ao transporte.

Em várias capitais estão ocorrendo atos de rua. E em algumas delas o estado tem reprimido brutalmente as manifestações, como ocorreu em São Paulo. Mas a vitória na luta contra o aumento do preço da passagem só pode vir das ruas. Por isso, continuam as manifestações, neste dia 16 chamamos a todos para participarem do ato contra a tarifa em Belo Horizonte, às 17 horas na praça sete. A luta segue até conseguirmos transporte público, gratuito e de qualidade.